UC NO TELÃO DE GRAMADO
Foi divulgada nesta semana a lista dos filmes que participarão das mostras competitivas do Festival de Cinema de Gramado, de 14 a 19 de agosto. Aparecem lá, na Mostra Nacional, categoria 16mm, Terra Prometida, roteiro escrito por este redator em parceria com o diretor Guilherme Castro, e, na Mostra Gaúcha, categoria 35mm, Rolex de Ouro, roteiro também escrito aqui na redação do UC, dirigido por Beto Rodrigues.
Detalhes sobre Terra Prometida o amigo leitor pode encontrar rolando a página até lá embaixo, ou clicando ali ao lado, nos textos postados entre 01/04/2006 a 30/04/2006. Está disponível, inclusive, o conto que deu origem ao roteiro, publicado oririnalmente no meu livro Trégua para o Silêncio, de 1994, uma co-edição IEL/Unisinos.
E aqueles amigos que quiserem dar uma espiada nos detalhes de Rolex de Ouro, que tem no elenco Zé Victor Castiel, Tacísio Meira Filho e Ingra Liberato, podem simplesmente clicar aqui.
Escrito por tailordiniz@yahoo.com.br às 10h00
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O SCRIPT DO HEXA - SOU SÁDICO E QUERO VER ESSE FILME
Me chamou atenção desde o início da Copa, fato pouco comentado até agora, a presença de uma equipe de cineastas junto à delegação brasileira. De acordo com as poucas informações a respeito, seria feito um registro de todos os detalhes de bastidores para a confecção, posteriormente, de um documentário sobre a participação do Brasil na Copa de 2006. Ora, o Brasil tinha, com a conivência da mídia e dos brasileiros todos, o script do Hexa pronto. E esse sentimento de que estava tudo na mão, de que não havia no mundo adversários para as nossas foquinhas de semáforo que com uma bola no nariz tudo fazem, esse sentimento, essa mistura de soberba com fantasia se embrenhou no espírito de todo mundo - do Cafu ao sujeito que tocava corneta embaixo da minha janela. Tanto é que após o apito final, na derrota para a França, salvo talvez duas exceções [Robinho e Zé Roberto, que choraram mesmo] a expressão dos jogadores era de perplexidade e não de dor. E agora só resta pregar o Parreira na cruz.
Exemplar foram as palavras de uma das nossas foquinhas-mestras, Ronaldinho Gaúcho, que disse não acreditar no que via, todos tinham certeza de que o Brasil iria até a final, afirmou ele. Ou seja, o script do Hexa estava pronto. Os jogadores, em campo ou tocando pagode dentro do ônibus, interpretavam um papel pré-definido. Cafu, ainda meio em transe, revelou que, contra a França, sentia a pressão do adversário, a falta de opções para jogar, mas acreditava que o gol sairia a qualquer momento. A soberba nacional matou o Brasil. Fizeram o script do filme, com cineasta, diretor de fotografia e roteirista, tudo, mas esqueceram de combinar com os franceses. Franceses que, aliás, em cinema são muito melhores que nós. Zidane foi soberbo. Jogou como craque e, acima de tudo, como cidadão de seu país. Teve de sobra o que faltou às nossas celebridades amestradas.
MARSELHESA
Hoje serei França contra Portugal. A palavra mais ouvida, falada e escrita neste momento é vingança. Mas vingar o quê, cara pálida? Nos vingarmos dos franceses porque a eles sobrou aquilo que esteve em falta no nosso lado, ótimo futebol, preparo físico e psicológico, humildade, competência, solidariedade e respeito ao adversário? Se vingar de Zidane por que? Porque ele é um sujeito responsável, entrou em campo em forma, não tem pescoço de porteiro de boate e não cai de cara na grama como se fosse um saco de batatas?
Em segundo lugar, não torço para Portugal porque a lição, parece, não foi aprendida. Está se criando uma nova avalanche de unanimidade entre os brasileiros, como se torcer para Portugal fosse uma obrigação divina, a única forma de corrigir uma injustiça que não houve. Em terceiro, não gosto de treinador que, entre um beijo e outro na santinha que carrega no bolso, manda seus comandados quebrar o adversário ao meio.
Para finalizar, acho que alguém precisa perguntar à CBF o que será feito do material cinematográfico colhido nos bastidores da delegação brasileira na Copa. Sou sádico e quero ver esse filme! Era muito pagode pra pouca bola. E o culpado não é só o Parreira, não, seu doutor!
Escrito por tailordiniz@yahoo.com.br às 09h10
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